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quarta-feira, 18 de março de 2026

O JOVEM ALTAIR - HENRIQUE

 O JOVEM ALTAIR

HENRIQUE



O Jovem Altair sempre foi diferente dos seus colegas, geralmente não brincava aquelas brincadeiras infantis que toda criança adora, seus interesses eram outros, era tremendamente curioso e ia atrás de coisas diferentes e misteriosas.

Ao que tudo indica puxou a personalidade de seu pai, que também era dado a investigações de mistério, tal pai tal filho, o fruto nunca cai longe do pé.

O quarto de Altair era cheio de coisas que impressionavam: bonecos com aparência um tanto estranha e na verdade, só o menino entendia o significado daqueles bonecos um tanto quanto sombrios e assustadores. Havia também certo bichos que Altair cassava e mumificava” os bichinhos pareciam ter vida”.

A mãe dele reclamava muito da bagunça que sempre estava naquele quarto. Mal podia ela entrar naquele circo de horrores, e as vezes ralhava com ele para ver se as coisas melhoravam, mas em vão, não conseguia sucesso na tentativa de mudar as coisas no quarto do filho.

Todo santo e sagrado dia lá ia Altair fazer uma caça as bruxas com a finalidade de levar algo novo para seu circo de horrores.

Determinado dia sedento de novidades, entrou mata adentro que existia ao lado de sua casa. A mata era bem cerrada, mas o menino era corajoso e ia em frente com o coração batendo aos pulos, não por medo, mas sim na emoção doque iria achar para seu zoológico uma ou duas ou mais coisas interessantes para pegar e levar.

Em determinado ponto da procura Altair para estático praticamente emocionado, tinha avistado um bicho, completamente diferente dos tantos que já pegara. Tinha um corpo estranho, um olho só, tinha o tamanho de um coelho pequeno, andava só com três patinhas e era muito peludo. A sua aparência assustava um pouco, mas o menino não desistiu e com um puçá pegou o bicho que não se debateu muito.

Altair se deu por satisfeito com seu achado e resolveu voltar para casa já que com sua descoberta, ficou satisfeito por esse dia.

Voltou para casa e como todo menino sapeca tentou esconder da mãe oque estava trazendo. Arrumou uma gaiolinha e colocou o bicho dentro que estava imóvel parecendo sem vida. Altair ficou ali a observar a criatura por muito tempo.

Depois saiu para a cozinha da casa atraído pelo aroma muito gostoso da comida que sua mãe estava fazendo, ele adorava tudo o que a mãe fazia, já que ela era excelente cozinheira de doces e salgados.

Almoçou e no final “lambeu os beiços” e saiu para o quintal da casa de seus pais que era muito grande, cheio de arvores com frutas e lindas flores. Assim o dia passou para Altair alegre e satisfeito.

A noite se recolheu cedo para o seu quarto, para observar os seres estranhos que lá existiam. E mais curioso ainda com a novidade que era o bichinho que pegou naquele dia, quando de repente para estático e se arrepiando todo, pois a gaiolinha estava com a porta aberta e bicho saiu e o menino ficou todo arrepiado. O que aconteceu?  Onde ele está? Começou a procurar amedrontado, tentando achar o danadinho do bichinho.

Com o corpo tremulo, começou a procurar no quarto grande, onde estava o fujão. De repente sai debaixo da cama o procurado. Todo se balançando, inclusive o pequeno rabinho e chegou próximo de Altair, lambendo suas pernas num gesto de carinho.

Altair se emocionou com a atitude do animalzinho, que o pegou no colo e o acarinhou, logo lhe deu o nome de Peludo. Essa amizade cresceu e onde Altair estava, lá estava o Peludo ao dele pedindo colo. Os pais a princípio ficaram incomodados com aquela situação, mas com o tempo aceitaram e até passaram a gostar do Peludo que se tornou um membro da família.

E assim viveram felizes por muito tempo Altair, Peludo e seus pais.

 

 

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