CARTOMANTES!
O drama dos
conselhos espirituais
Dinah Ribeiro de Amorim
Consultas a cartomantes,
médiuns, videntes, são comuns na mocidade, mas alguns persistem nisso a vida inteira.
Conheço pessoas que não dão um passo sem consultar seu orientador espiritual.
Nunca percebi dar certo. Alguma orientação adequada. E ainda fica uma cobrança
espiritual no ar, tanto a quem recorre como ao informante. Difícil libertação.
É verdade que o futuro a Deus pertence.
Tinha uma grande amiga
que adorava montar um baralhinho. Ler a sorte no Tarô. Bem-intencionada,
ajudava todo mundo. Quando resolveu parar, entristecida com o suicídio de uma
cliente, passou por grandes mudanças na saúde:
tombos, cabeça, problemas sérios que levaram à morte, fazendo muita
falta a todos nós.
Um caso espantoso foi o
de um funcionário público, conhecido, que adivinhava o futuro por meio de uma
bola de cristal. Tinha um ponteiro dentro que, em direção à pessoa, esclarecia
tudo sobre ela. Ficou tão empolgado nesse trabalho que acabou perdendo o emprego.
Parece que também não terminou bem, desempregado e doente.
O mal disso tudo é quando
cobram, levando vantagem com a tristeza alheia.
Mas, qual a mocinha
inocente ou em dificuldade amorosa que não recorreu a alguém que lê a mão ou
afirma prever e modificar o futuro? A tentação, a curiosidade e a pressa,
próprias da idade, levam a isso.
Esperança colocada no
lugar errado!
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