quarta-feira, 22 de novembro de 2017

UM PESADELO REAL - Henrique Schnaider


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UM PESADELO REAL
Henrique Schnaider

Esta história é de uma heroína chamada Raquel, que viveu momentos incríveis em um momento na vida.

Os pais de Raquel eram lavradores, produziam apenas o necessário para a subsistência. Eles tinham mais dois  filhos, além de Raquel. Os rapazes ajudavam na roça.

Somente de vez em quando, numa viagem de três horas , seu pai mantinha contato com outras pessoas da cidade, era quando uma vez por mês, ia vender algum excedente do que plantaram, e comprar alimentos e outras coisas necessárias.

Ela era uma menina bondosa, comportada e muito obediente. Gostava de pintar quadros, e sua mãe Augusta era quem a havia incentivado na arte da pintura, já que ela também nas horas vagas, passava em torno de quatro horas pintando figuras e paisagens rupestres. E assim, ficavam ambas exercitando a arte, terminavam por volta das cinco horas da tarde, enquanto o pai e os irmãos observavam curiosos imaginando o que sairia daquelas telas em branco.

Jonas o pai, era um excelente carpinteiro, tanto que praticamente havia feito todos os móveis da casa. Levava tanto jeito para a coisa, que fazia também belíssimas esculturas em madeira, umas seis por mês, para as quais, tinha comprador certo.
Antônio e Jarbas os dois irmãos, não levavam o menor jeito para as artes, ficavam sete  horas no trabalho do campo, nas horas de folga, jogando conversa fora, observando o que os pais e a irmã faziam.
Naquela manhã, Raquel sentiu-se quase que impelida a começar a pintar um quadro. Conforme surgiam os contornos na tela, começava a se delinear a figura de uma corda puxando o que havia na outra ponta dela, o que parecia ser uma nuvem.

Ela se apressou para terminar a imagem, querendo saber o significado dela quando o relógio batia as oito badaladas.

Seus pais e os irmãos olhavam aquela obra de arte e também, ficaram meio confusos e sem entender exatamente o que Raquel havia pintado, e o significado daquela cena inusitada, que para eles não tinha muito sentido.

Foi quando de repente, o tempo fechou carregado de nuvens escuras isso as nove  horas da manhã, raios riscavam o céu, provocando um barulho ensurdecedor, o vento de tão forte, batia, balançava tudo parecendo que iria levar as coisas embora, derrubar a casa tão bem construída.

Estavam todos assustados e sem saber o que fazer, rezando para a tempestade amainar, já era dez horas da manha, havia passado uma hora, quando de repente o vento violento arrebenta a porta da casa levando e destruindo tudo o que encontrava pela frente, a ponto de todos terem que fugir dali.

Para terror deles, bem acima havia uma nuvem ameaçadora, parecendo ter vida própria e com uns onze a doze seres estranhos pequenos de cabeças enormes, em seguida com uma força incrível arrastou os pais e os irmãos para dentro dela, só escapou Raquel.

Valente ela era, não desistiu de lutar, como tivesse a força de treze homens,  jogou uma corda até a nuvem e com uma destreza inacreditável, puxou-a e prendeu-a, em seguida conseguiu tirar a família daquela coisa horrenda. Os seres fantasmagóricos ficaram olhando espantados diante de tamanha coragem e valentia da mulher, e sem perder mais tempo foram embora.


O tempo melhorou por volta das quatorze horas, o sol voltou a brilhar e o dia ficou aprazível outra vez. Todos felizes por terem escapado ilesos daquela aventura inesquecível, entenderam estupefatos, o quadro que Raquel pintara. Tinha sido uma premonição e uma visão de algo terrível que iriam vivenciar.

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