quarta-feira, 15 de março de 2017

A compoteira que viu o Imperador. - Dinah Ribeiro de Amorim (Amora)


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A compoteira que viu o Imperador.
Dinah Ribeiro de Amorim (Amora)

Moro em apartamento pequeno, sobrecarregado de coisas. Móveis antigos, quadros de minha autoria, fotos antigas de festas, netos pequenos, filhos, viagens, enfim passagens de minha vida. Todos são valiosos e representam muito para mim, lembranças e saudade.

Olhando-os, começo a imaginar qual seria o mais valioso e importante, continuação na família.

Reparo, então, numa compoteira de cristal que foi de minha bisavó paterna, oriunda de Porto Feliz, estado de São Paulo. Descendente de bandeirantes, serviu um almoço para D.Pedro II, colocando um doce caseiro, nessa compoteira. Nosso imperador passava por lá. Lugar muito importante, na época, rota de comércio para  o interior.

Foi dedicada a mim, após sua morte, mas só chegou às minhas mãos, encaminhada por meu pai, muitos anos depois, com o falecimento de uma tia, que a teve em seu poder, durante vários anos. Coisas de família.

O importante é que está comigo, enfeitando uma estante antiga, junto a outros vasos e licoreiras, mas, pelo desenho, som do cristal emitido, percebe-se logo que seu valor é antigo, histórico e inestimável. Distingue-se dos outros.

Espero ainda contemplá-la por muito tempo, mas encaminharei para alguém, da família, que dê valor à nossa história. Minha filha ou neta, talvez!

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