A GRANDE JORNADA - CONTO COLETIVO 2023

AINDA HÁ TEMPO PARA AMAR - CONTO COLETIVO 2011

FIGURAS DE LINGUAGEM

DISPOSITIVOS LITERÁRIOS

FERRAMENTAS LITERÁRIAS

BIBLIOTECA - LIVROS EM PDF

quinta-feira, 1 de março de 2018

Evidências - Hirtis Lazarin



Imagem relacionada
Evidências
Hirtis Lazarin


           Ouvi sussurros a minha volta.  Não identifiquei quem os emitia. 

          Tentei abrir os olhos.  Pesados demais.

          Tentei gritar.  Não consegui.

          Eu sabia que estava vivo.  Sentia o pulsar descompassado do meu coração.

          Eu estava em estado letárgico.... Eis que meus pensamentos começaram a fluir como filme em câmera lenta.

          Eu e meus amigos, mais dois monitores, fazíamos trilha na Mata Atlântica, Serra do Mar.  Era um sábado abundante de sol.  Passaríamos a noite acampados e a volta seria no dia seguinte.

          As tralhas pesavam às costas, mas nada  como o vigor físico que a juventude nos garante.

          Ao entardecer já estávamos armando nossas barracas.  Fui rápido.  Afastei-me do pessoal.  Queria curtir, lá do alto, o dia que já ia embora.  O sol escondeu-se deixando um rastro alaranjado.

          Lembrei-me de alguns versos:  "Quando a noite esconde a luz, Deus acende as estrelas".  E o céu pipocou mesmo de estrelas miúdas pra que a lua cheia imperasse majestosa.

          Perdi-me na paz do silêncio.  Apenas o cricrilar dos grilos em busca de suas fêmeas, cigarras alegres e um bando de vaga-lumes ziguezagueando.

          E assim, perdido no encanto, vi um feixe de luzes coloridas vindo lá de baixo em meio às arvores gigantescas.

          Os raios entrelaçados alcançaram-me rapidinho.  E, ligeiros, enlaçaram-me num laço perfeito.  

          Totalmente imobilizado, levaram-me ao interior de uma cratera incrustada na mata fechada.

          Senti o calafrio da morte.  Vi mamãe perdida em lágrimas, meu irmãozinho procurando-me pela casa toda, papai fingindo tranquilidade. 

          Vi até a galinha que eu crio, amuada no poleiro.

          Vi meu mundo desmoronar.  Fim de linha.

          Só abri os olhos quando senti o chão aos meus pés.

          Inacreditável o que vi...Criaturas estranhíssimas que viviam debaixo da terra.

Eram tantas que pareciam brotar do chão.  Ignoravam-me.

          De baixa estatura, quase anões, eram carecas, cor acinzentada, olhos imensos num rosto pequeno.  De tão leves até flutuavam.  Conversavam muito, mas não entendi uma palavra sequer.

          Estava perdido.  Tremia feito liquidificador em velocidade máxima.

          O que queriam de mim? Um garoto tolo que não gostava de estudar nem de ler e viciado em vídeo game.

          Tentei correr.  Um deles me impediu.  Não foi grosseiro.  Foi firme.  E num português arrastado acalmou-me.

          Eram seres intraterrestres do bem.  Milhões e milhões.  Viviam em cidades subterrâneas preparando-se pra salvar o planeta Terra.

          As guerras, o embate entre os poderosos, a corrupção, os descasos com a natureza cresciam de tal ordem que pouco tempo restava aos seres humanos.
          A humanidade estava prestes a ser aniquilada.  Eles, então, se apossariam do nosso planeta e uma nova Era viria.

          A última coisa de que me lembro foi quando dois deles me seguraram e um chip foi introduzido atrás da minha orelha esquerda. 

          "Por que isso?"  Ninguém me respondeu.

          Naquela hora apaguei.

          Só sei que agora estou aqui deitado.  A cabeça não dói mais.  Posso movimentar braços e pernas.  Reconheço as vozes que me cercam.  Senti até um beliscão que o Juninho gosta de me dar. 

           Abri os olhos e todos estavam ali.  Era espanto, incredulidade, alegria.  Tudo misturado.

          Recebi alta.  No caminho de casa, nada de perguntas.  Só festa.

          Lembrei-me do chip.  Arrepiei-me todo.  Existia ou não?  A esperança era que não.

          Cautelosamente passei o dedo atrás da orelha.

          E... E...   O chip estava lá. 

O MAR - Suzana da Cunha Lima


Resultado de imagem para Pôr do sol na pedra do arpoador


O MAR
Suzana da Cunha Lima


O mar sempre me fascinou e ao mesmo tempo me aterroriza, de acordo com seus humores e vontades. Violento ou calmo, raso ou profundo, verde ou azul,  de ondas miúdas ou gigantescas, das marolas aos tsunamis, é uma imensa massa líquida sobre a qual não temos o menor controle. 

Ali, no Arpoador, ele se manifesta de diversas maneiras. Em dias de tempestade, as enormes vagas se jogam brutais na pedra, buscando rudemente caminho até à praia, onde levantam espuma e sal.

Em dias de sol, que felizmente são a maioria, aí o mar parece abraçar a pedra sem pressa, escorregando macio até beijar a areia com gentileza.

É a praia mais bela da orla carioca, e seu esplêndido  pôr do sol provoca aplausos daqueles que o veem pela primeira vez.

O céu e o mar se vestem com os mais fantásticos tons rubros, pois é lá que o sol se despede por último, relutante, como à amante mais querida.

Tempestade - Hirtis Lazarin



Resultado de imagem para tempestade no mar

TEMPESTADE
Hirtis Lazarin

Era noite.  Uma pintura de céu.  As estrelas eram tantas que competiam espaço.
A lua, uma bola de fogo, iluminava o convés da embarcação que deslizava livre e tranquila.

Os dez homens que compunham a tripulação, esparramados pelo chão, bebericavam e jogavam conversa fora esperando o sono chegar.

Sem aviso prévio, o veleiro viu-se envolto por intenso nevoeiro.  A brisa agradável virou, em segundos, intensa ventania, fazendo o mar crescer.  Ondas volumosas aumentavam cada vez mais, tão escuras,   tão negras por baixo e tão alvas por cima.

Tudo andava tão temeroso com relâmpagos e raios que parecia fundir-se o mundo.

Objetos soltos misturavam-se num emaranhado de destroços, engolidos pelas águas que já tinham invadido todos os compartimentos.

Os tripulantes tentaram tudo o que suas forças permitiram, mas não havia mais nada a fazer.

Uma nau frágil provoca o naufrágio do ser humano.

A proximidade da morte certa faz uma revolução aos nossos sentimentos.

Os poderosos caem de seus tronos, os corruptos pedem clemência, os pecadores imploram perdão.

Todos se igualam e se humilham diante do inevitável.

Em meio a gritos, prantos, bramidos e até rezas, os homens põem-se de joelhos na tentativa de chegar com maior reverência diante do Deus que nos criou.

A tempestade durou o suficiente pra afogar todos e transformar a embarcação em pedaços de madeira que, agora, flutuavam em silêncio e sem destino.  

E tudo voltou como era antes. O mar sereno nem se deu conta dos dez homens e das toneladas de alimento que engoliu.

E, no alto do céu, as estrelas continuavam lá.  E a lua cheia também.
Testemunhas caladas... 

Uma cavalgada - Do Carmo



Resultado de imagem para mulher cavalgando


UMA CAVALGADA.
Do Carmo



Finalmente chegou o dia de minha viagem.

Ufa! Como demorou a chegar. Estou ansiosa por rever meu alazão e cavalgar naqueles prados verdejantes.

Será que os dias estarão propícios como sempre? Sim, no campo o clima é melhor do que na capital, barulhenta e mau cheirosa.

Arre! Já, nove horas? Quanto dormi! Bem, vou rapidamente fazer-me mais bela, tomar um cafezinho e pular no dorso do Pimpolho e cavalgar por essas planícies exuberantes. Antes, porém, vou arejar meu quarto, abrindo a janela.

Oh! Que céu rosado de sol radiante, esse perfume de relva úmida pelo orvalho e esta aragem fresca, tal qual salpicos de cachoeira!

 Ora, ora! Por que tanto espanto?  Esqueceu que está no campo? Vamos rápido pegar Pimpolho, que já deve estar esperando e zum! Cavalgar, cavalgar e cavalgar!

Chiiiiii! Já passa das doze horas, é por isso que estou verde de fome. Uau! Por hoje vou deixar você, meu Paraíso Campestre e, merecidamente, este querido alazão descansar.

Amanhã será um novo e estupendo dia!
Saberei muito bem como desfrutá-lo.

Uma cavalgada - Henrique Schnaider



Imagem relacionada


UMA CAVALGADA
Henrique Schnaider

Seu nome era Bandido, um alazão todo malhado em branco e marrom,  um cobiçado   esplendor puro sangue da raça árabe.

O animal era irascível, difícil de ser dominado e não era qualquer ginete que o montava.

Antônio seu adestrador, um rapaz elegante, montou Bandido que pinoteava e resfolegava, mas  rapidamente o dominou de forma a não deixar dúvidas quanto a sua capacidade na arte de domar cavalos.

Saíram ginete e o animal para uma longa cavalgada em um galope ligeiro e Bandido sentia as mãos firmes de Antonio, nas rédeas.

Subiram um morro íngreme e o puro sangue seguia sem demonstrar cansaço.

Antônio avista ao longe a figura de uma mulher cavalgando   uma égua.  Aproximou-se e a cumprimentou, trocaram algumas palavras, cada um tecendo elogios ao animal do outro.

O ginete convidou Sara,   para cavalgarem juntos e saíram pela pradaria indo lentamente numa conversa animada.

Sara era filha do proprietário do Haras e conhecia todos os animais criados ali por seu pai.

Ela disse a Antônio que poucas pessoas montavam Bandido de uma forma tão firme como ele.

O pai de Sara apareceu montando um baio da fazenda e viu os dois jovens conversando, trocaram poucas palavras, demonstrando não gostar de vê-los    ali. Finalmente o pai da moça deixou os dois e voltou para a sede.  

Sara disse a Antônio que não ligasse muito para a atitude do pai, já que ele era um pouco ciumento e logo ele acabaria se acostumando com o rapaz.

Combinaram se encontrar no dia seguinte para uma nova cavalgada e voltaram para a sede onde encontraram o pai de Sara que demonstrou não  gostar da amizade que iniciou naquela tarde.

Os dias se seguiram e vários encontros aconteceram, Sara conversou com  o pai e o acalmou, fazendo ver a ele que Antônio era bom rapaz recém formado em Veterinária, e eles estavam se entendendo muito bem, profissão na qual Sara também seguira.

Jarbas finalmente, consentiu naquele namoro e inclusive, se dispôs a ajuda-los financeiramente para montar uma clínica veterinária. E os jovens ficaram ansiosos para iniciarem o trabalho  

Passado um ano,  se casaram numa festa de muitos convidados e os pais   deles se encarregam de que fosse uma festa inesquecível onde não faltasse nada.

Antônio e Sara, estão até hoje com a Clinica, atendendo inúmeros clientes,  e  a vida seguiu,    formaram uma família, onde tiveram três filhos para alegria dos vovôs.

O CASTELO DOS AMORES - Francisco



Resultado de imagem para castelo solitário


O CASTELO DOS AMORES
Francisco

VIDA LONGA AO REI!

À Frase ouvida no dia da posse, ele todo pomposo, ao lado das belas princesas e autoridades.

Sempre após a solenidade o rei com a majestosa coroa de ouro desfilava indo á comemoração, na festa tinha de tudo imaginável e inimaginável, aquele lauto jantar, rodeado de músicos, bailarinas, mágicos, palhaços, era um verdadeiro circo.

Já os plebeus, o coitado do povo lá fora, não tinha até o que comer, pois do pouco que ganhavam, a maior parte era para pagar impostos.

Um reino que poderia se dizer encantado, mas para a futura Rainha Mafalda, nada de encantamentos, e sim tenebroso.

Acusações terríveis ao seu pai, que ela venerava, tentando descobrir a verdade, a jovem passava por um dilema, estava prestes a se casar com alguém que não amava, só para satisfazer caprichos e união de reinos.

- Mafalda, minha filha, não pode desistir, já está tudo pronto!!

- Mas papai, o senhor sabe que com essa doença se agravando, resta-me pouco tempo de vida.

- Calma, filhinha, os médicos e bruxos, irão resolver. Nada está concluído.

O pior de tudo era o príncipe com quem ia se casar um imprestável, ganancioso em todos os sentidos e com ajuda dos poderosos tentava se apoderar daquele reino.

Mafalda ao sentir aproximação do futuro marido tentava se desvencilhar, mas em vão.

Tudo armado pelos vilões, ela se sentia aprisionada por todos os lados, só um milagre poderia salva-la.

Não sabendo a quem recorrer, certo dia no meio da festa, antes do casamento apareceu um rapaz que a deixou boquiaberta, ela ficou encantada pela beleza dele.

Como um falcão, rapidamente pegou-a nos braços com força, correu para fora a colocou-a em uma carruagem que estava à espera e desaparecem como num passe de mágica.

Orgias! Corrupções! Mortes!...um castelo nefasto como é conhecido, ficou para trás com seu pai, que continuava na mesma.

De vez em quando de madrugada, se houve um grito da rainha Mafalda dizendo...

EU VOLTAREI!!!

Ela se recuperou? Onde estaria? Foi Feliz para sempre? Até hoje isso é uma incógnita.






segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ICAL COM SALA LOTADA - COMEÇA 2018 COMEMORANDO ANIVERSÁRIOS




QUE VENHA 2018!

Começamos no dia 22 de fevereiro o ano letivo 2018.
E já com sala lotada, com a Lourdes sendo integrada ao grupo, e comemorando aniversários da Suzana, Eliana e Jany. 
Entre comes e bebes, criamos textos, e estabelecemos mais compromisso com a escrita para este ano.








sábado, 3 de fevereiro de 2018

CONCURSOS LITERÁRIOS EM ABERTO - FEVEREIRO 2018


CONCURSOS LITERÁRIOS 2018


Prêmio SESC de Literatura (#Brasil)
Inscrições até 16.02.2018 -
Informações:
a) Voltado a autores residentes no Brasil
b) Livros Inéditos - Romances / Contos
c) Inscrição pela internet (conforme o Regulamento)

Premiação:
I) Publicação

Prazo para inscrição: 16 de fevereiro de 2018

Organização:
SESC – Serviço Social do Comércio
Editora Record

Contato - Mais informações e Dúvidas:
literatura@sesc.com.br

Regulamento:
http://www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc/Edital/

http://www.sesc.com.br/premiosesc/edital/edital2018.pdf

*******
 Prêmios Literários Cidade de Manaus (#Brasil)
Inscrições até 28 de fevereiro de 2018
Informações:
a) Voltado a autores do Brasil
b) Livros inéditos - diversos gêneros

Premiação:
I) Prêmio em dinheiro

Prazo: 28 de fevereiro de 2018


Organização:
Prefeitura de Manaus
Conselho Municipal de Cultura

Contato - Mais informações e Dúvidas:
http://concultura.manaus.am.gov.br/fale-conosco


Regulamento:
Edital Geral - http://dom.manaus.am.gov.br/pdf/2013/novembro/DOM%203289%2008.11.2013%20CAD%201.pdf/view

Regras Específicas - http://dom.manaus.am.gov.br/pdf/2017/outubro/DOM%204231%2020.10.2017%20CAD%201.pdf (página 56)

*****

VI Prêmio Hermilo Borba Filho (#PE)
Inscrições até 09 de março de 2018

Informações:
a) Restrito a residentes em Pernambuco
b) Livros Inéditos - Contos, Poemas e Romances
c) Inscrição pela internet (conforme o Regulamento)

Premiação:
I) Publicação
II) Prêmio em dinheiro

Prazo: 09 de março de 2018


Organização:
Governo do Estado de Pernambuco
Secretaria de Cultura – Secult-PE

Contato e Dúvidas:
premiohermilo@gmail.com

Regulamento:
http://www.cultura.pe.gov.br/editais/vi-premio-hermilo-borba-filho-de-literatura/

*****


Prémio Nacional de Poesia Actor Mário Viegas (#Portugal)
Inscrições até 10 de abril de 2018

Informações:
a) Livros Inéditos - Poesias

Premiação:
I) Prêmio em dinheiro
II) Publicação

Prazo: 10 de abril de 2018


Organização:
Centro Cultural Regional de Santarém

Contato e Dúvidas:
centro.cultural.regional.santarem@gmail.com

Regulamento:
http://ccr-santarem.pt/2017/07/03/premio-nacional-poesia-mario-viegas/

http://ccr-santarem.pt/wp-content/uploads/2017/07/Regulamento-1.pdf

*****


FONTE: http://concursos-literarios.blogspot.com.br/

O portal misterioso - Henrique Schnaider

 Resultado de imagem para descendo rio amazonas de barco

O portal misterioso
Henrique Schnaider

Lucio morava em New York, a vida nesta cidade é uma loucura, as pessoas vivem as maluquices de uma cidade grande, vivem estressadas, ele não era diferente, estava muito cansado.

Resolveu tirar férias, comprou passagem para o Brasil, tinha muitos parentes residentes aqui, nascera brasileiro, mas logo cedo seus pais imigraram para América, ele sentia-se mais, norte americano.

Às vezes a saudade apertava, queria seguir para Amazônia e viver as maravilhas da terra natal.

Lucio, então, seguiu viagem para Manaus, de onde faria em um longo passeio pelo rio Amazonas.

 Manaus tinha um calor insuportável, úmido, Lucio tratou de ir se adaptando ao clima que não estava acostumado.

Depois de uma semana na capital divertindo-se com vários tours pela cidade, apreciando as delicias dos pratos da terra, visita ao teatro Amazonas e outros locais característicos, com emoção embarcou na viagem pelo rio Amazonas.

Os navios são chamados de Gaiola, onde as pessoas se acomodam em redes de dormir, assim foram para a sua primeira parada na aldeia dos índios Chavantes.

Foram recebidos com muita festa pelos índios, pessoas simples porem muito hospitaleiras, logo todos os elementos da tribo estavam ao ritmo das danças tradicionais, um som muito envolvente, Lucio entrou na dança, entre homens e mulheres num ritmo frenético, bebendo um liquido chamado Santo Daime.

Depois ingeriu a bebida, entrou num transe, perdeu completamente a noção de tempo e espaço, lembrava que viu uma garrafa a beira do rio, abriu, leu uma mensagem que lhe indicava um caminho, pelo qual seguiu, até ficar em frente a um portal, que sem temor ultrapassou, viu que estava em outro lugar, parecia um mundo fora daqui da terra.

Os seres, totalmente estranhos, pareciam humanos, mas havia diferenças, já que estas pessoas eram muito bonitas, verdadeiros deuses gregos.  Havia uma mulher entre eles, fez sinal para que a seguisse, foi o que fez, montaram em um animal semelhante a um cavalo e saíram rapidamente dali ela fez sinal de perigo, estavam sendo perseguidos por monstros horríveis com muitos olhos, bocas faiscantes, soltando labaredas, bocarras imensas, dentes salientes, gigantescos, parecia que Lucio, chegara ao inferno de Dante.

Lucio estava apavorado, mas de repente simplesmente, para encanto do rapaz voaram suavemente, escapando daqueles seres horríveis, pousaram num lugar paradisíaco, logo chamou de Changrilá. Para sua surpresa, Loi Loi, conseguia conversar com ele através da mente. Disse-lhe que ele era o primeiro ser que conseguira sair vivo depois de atravessar o portal, por coincidência ela estava passando no local e conseguiu salva-lo, mas tinha uma revelação a fazer, ele não poderia novamente atravessar o portal e voltar para sua terra.


Completamente enamorado por Loi Loi, o rapaz lhe disse, gostaria muito de ficar com ela para sempre, e acabou por ser correspondido, a felicidade reinou naquele lugar maravilhoso.

DESTINOS CRUZADOS - Henrique Schnaider


Resultado de imagem para mensagem na garrafa na praia

DESTINOS CRUZADOS
Henrique Schnaider

Álvaro era aquele tipo de pessoa de difícil relacionamento, tinha poucos amigos, era solitário e quase todos os dias saia para um longo passeio na praia, sempre ia acompanhado da cachorrinha Teca.

Neste dia de um céu enfarruscado, lá foi ele pela praia, com Teca correndo na frente toda lampeira. Ele caminhava vagarosamente com a água banhando os pés.

De repente vê que teca havia achado algo, o rapaz apressou-se para ver do que se tratava. Era uma garrafa.

Curioso, ele a pegou. Pelo seu estado demonstrava ter passado longo tempo no mar, olhou no interior um papel com coisas escritas.

Estava muito bem vedada.

Assim que conseguiu abri-la, ansioso desdobrou o papel, era uma mensagem de amor imaginário com alguém que a missivista não conhecia, mas idealizava que a pessoa que encontrasse o bilhete, seria o amor de sua vida.

A carta era detalhada, dava hora e local de onde seria o encontro e de como ela estaria vestida, o local ele conhecia e não era muito longe dali.

Álvaro ficou impressionado com a coincidência, já que depois de tanto tempo no mar, estava marcando um encontro com uma data que seria dali vinte dias, não pensou duas vezes, iria naquele encontro.

Ao sair à porta de casa, viu a vizinha que nem sequer sabia o nome. Notou como era atraente, acenou para ela. Ele nunca vira ninguém na casa, imaginou que ela fosse também solitária como ele.

De repente viu-se angustiado com os pensamentos voltados àquele encontro, o dia marcado se aproximava. Quanto mais próxima a data, mais desesperado ficava achando que estava ficando louco, por acreditar numa mensagem vinda do mar, dentro de uma garrafa.

Finalmente chegou o dia mais esperado de sua vida, e ao mesmo tempo numa tremenda angústia, pois se achava um perfeito idiota por acreditar no que estava por fazer.

Dirigiu-se ao local sem disfarçar o nervosismo, os detalhes do local eram muito claros, hora marcada, disse como estaria vestida.

Pontualmente, Álvaro chega ao local do encontro. E para sua surpresa, lá está sua vizinha. Fica um pouco desorientado, mas não havia dúvidas, era ela! Só podia ser, estava exatamente no local marcado, vestida de acordo como descreveu na carta.


Ele se aproxima a cumprimenta, ambos demonstravam uma satisfação e surpresa. Perguntou seu nome. Perola, ela disse. Conversaram com muitas horas e o rapaz teve a certeza que nunca mais andaria solitário naquela praia.

Encontro misterioso - Alberto Landi

  Encontro misterioso Alberto Landi A nave da Catedral de Chartres era ampla e alta; colunas robustas sustentavam os arcos que pareciam subi...