FALTA DE ÁGUA!
Dinah Ribeiro de Amorim
Era uma cidade
grande, perto da capital do estado. Não virou capital porque surgiu depois,
tornando-se também progressista, de grande poder econômico, cheia de gente,
como São Paulo. Atraídas pelo sucesso, fama, dinheiro, acabou seduzindo pessoas
sem chances em seus lugares de origem.
Confluência, assim
chamada por ser ponto de encontro de muitas águas, atravessada por três rios
importantes e caudalosos: Grande, Paranapanema e Tietê, foi nascendo
rapidamente às margens deles.
Usinas hidrelétricas,
distribuindo energia ao estado todo, canais de irrigação, fornecendo água
tratada a toda população, fez dessa cidade
sucesso tanto na parte rural, criações de animais e agricultura como
também na zona urbana, surgindo grandes
indústrias.
De temperatura amena,
épocas de chuvas regulares, assim se mantinha Confluência, em equilíbrio,
facilitando a vida do povo.
O tempo foi mudando,
a temperatura aumentando, o Sol se aproximando, as chuvas escasseando e as
pessoas não notando. Abusavam muito da água, esquecia-se de armazenar, não
mudavam seus sistemas de irrigação e canalização, até que a plantação, a
criação, o apagão, foram chamando a atenção.
A cidade passou a
sofrer uma grande seca, repercutindo em sua vida econômica e na saúde da
população. A natureza em desgaste, cobrando uma reação.
Que fazer então!
Comentava a população. Cobrando dos seus governantes, maior atuação!
Surgiram muitas
ideias, variação de opiniões, fazendo os mais crédulos, pedidos de orações. Até
que um idoso, estudando bem o problema, observou em livros, o mapa da região.
Descobriu novos rios próximos, banhando outras cidades, que abundavam em águas,
trazendo na época das cheias, excesso de fertilidade.
Foi sugerida a
canalização. As águas de novos rios para Confluência, então, engrossando as
antigas águas que estavam em lentidão. Demorou esse trabalho e exigiu da
população, grande esforço e contribuição, até haver solução.
Lugares que sofriam
com enchentes, agora não sofrem não e as secas diminuíram, nova vida trazendo à
aflita região.
Não deixou o Senhor de
responder à oração, iluminando alguém com seu brilho para resolver a questão.
Gostei. Creio que isso ainda hoje acontece, porém falta mais rapidez na solução. É um bom exemplo. Helio F. Salema
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