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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

VIDA EM DESESPERO - Henrique Schnaider



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VIDA EM DESESPERO
Henrique Schnaider

Vou lhe contar um segredo, mas não conte para ninguém, por favor..

Bruna, você é uma pessoa na qual confio, é mais do que uma irmã, como estou precisando desabafar, peço­-lhe desculpas, por tomar seu precioso tempo, pois sei o quanto você é ocupada.

Estou com um problema muito sério, fui fazer alguns exames, os quais comprovaram que estou com um câncer muito agressivo no pâncreas, o médico me deu mais alguns meses de vida, ainda não contei nada para Rosalva, companheira de trinta anos, nem aos meus filhos, a ninguém da minha família,
Sinto-me desorientado, uma nau sem rumo, em uma tempestade em alto mar, devorando tudo pela frente, no meio dela, eu um náufrago solitário. Tantos planos para o futuro, viagens, tantos livros para ler, dormir até mais tarde, curtir com os amigos, justo agora que estou para me aposentar, nem poderei usufruir daquilo que tenho direito, depois de trinta e cinco anos de trabalho árduo, de uma vida dura, na qual foi difícil me tornar vencedor.

Os médicos estão me indicando alguns tratamentos alternativos, novidades na medicina, me dando um fio de esperança, você não imagina a dor que sinto em minha alma, por saber que provavelmente, não conseguirei realizar tantas coisas que fui deixando para trás, sempre achando que eu dia, as faria.

Bruna, eu sei que é pedir muito, mas se você puder viajar, ficar alguns dias aqui conosco, facilitaria as coisas para mim, me ajudaria a revelar esta situação triste da minha vida, me daria mais conforto emocional, assim poderíamos nos ver pela última vez.

No entanto, tenho uma boa notícia, Milena minha nora, esposa do Élcio, está gravida, finalmente depois de tantos tratamentos. O casal não cabe em si de tanta felicidade, já planejou uma viagem a Miami, para fazer o enxoval do bebe, Rosalva irá com eles, para ajudar na escolha das roupinhas.

Os meus filhos Roberto e Lúcio estão bem, tanto profissionalmente, quanto na vida em família.

Bruna, peço que leve em consideração meu pedido da sua presença aqui entre nós, será muito importante para mim, ficarei muito feliz, como você sabe, tantas vezes conversamos sobre isto, desta vida nada se leva, nascemos sem nada, vamos embora da mesma maneira.

Um beijo Bruna, aguardo ansiosamente sua resposta.


Roberval

domingo, 12 de agosto de 2018

Não gosto de estrada... Gosto de desvio

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Repetir, repetir até ficar diferente.



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Heterônimo e Pseudônimo



Diferenças entre heterônimo e pseudônimo

Afinal, quais são as diferenças entre heterônimo e pseudônimo? Essas ocorrências são capazes de deixar a literatura ainda mais interessante.

Se você gosta de ler, provavelmente já ouviu os termos “pseudônimo” e “heterônimo”, não é mesmo? Uma das questões mais curiosas e interessantes da literatura, a heteronímia e a pseudonímia são artifícios utilizados por alguns escritores para esconder sua verdadeira identidade, proteger a vida pessoal e até mesmo para escrever sob diferentes nomes e diferentes personalidades. Quem nunca ouviu falar dos heterônimos de Fernando Pessoa? Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares são escritores fictícios criados pelo poeta português que, como nenhum outro, abusou do fenômeno da heteronímia.

Recentemente a escritora J. K. Rowling — escritora britânica de ficção e autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, do livro Morte Súbita e de três outros pequenos livros relacionados com Harry Potter – lançou um livro (The Cuckoo’s Calling ou “O chamado do Cuco”, no Brasil) sob o pseudônimo de Robert Galbraith. A intenção da autora era esconder sua identidade para dar início à produção de uma série de livros de literatura policial, mas, infelizmente, foi descoberta e sua estratégia denunciada por uma amiga “desmancha prazer” de seus advogados. O fato intrigou os fãs da escritora, que não entenderam muito bem toda a questão: “por que publicar um livro utilizando um pseudônimo quando se tem um nome já consagrado na literatura?”. Ora, são questões literárias, licenças poéticas que aumentam nosso interesse por esse incrível universo das letras.

Bom, para você entender melhor as diferenças entre a heteronímia e a pseudonímia, o sítio de Português vai mostrar quais são as particularidades desses dois interessantíssimos fenômenos. Vamos lá? Boa leitura e bons estudos!

Diferenças entre heterônimo e pseudônimo

Heterônimo:

Segundo definição do dicionário Michaelis da língua portuguesa, heterônimo é:
Adj (hétero+ônimo): 1. Designativo da formação do gênero por meio de palavra diferente. 2. Qualificativo dos termos diferentes que exprimem a mesma coisa. 3. Qualificativo de uma obra que um autor publica em nome de outrem. 4. Designativo de um autor que escreve em nome de outra pessoa. Sm 1. Autor que escreve assinando com o nome de outrem. 2. A respectiva assinatura. 3. Palavra diferente de outra, mas que exprime a mesma coisa, especialmente a que traduz exatamente outra de língua estrangeira.

Como dissemos lá no comecinho deste artigo, o fenômeno da heteronímia foi muito bem explorado por Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa. O que ele fazia? Bem, Pessoa inventava nomes para assinar suas obras, chegava até mesmo a criar biografias para as personagens literárias que nasciam de sua imensa criatividade (sobre algumas é sabido a data de nascimento e falecimento, signo, profissão, características psicológicas e físicas etc.). É interessante observar que os heterônimos do poeta português apresentavam personalidades bem diferentes da personalidade do autor real, que também assinava com o ortônimo Fernando Pessoa. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares são tão diferentes que fica difícil acreditar que todos são criaturas do mais enigmático (e produtivo!) escritor da literatura universal.

Pseudônimo:

Segundo definição do dicionário Michaelis da língua portuguesa, pseudônimo é:
Adj (pseudo+ônimo): 1. Que assina com um nome suposto. 2. Escrito ou publicado sob um nome suposto. Sm 1. Nome falso ou suposto. 2. Autor que escreve sob nome suposto.
Um pseudônimo geralmente é adotado quando o escritor deseja esconder seu verdadeiro nome, evitando assim sua identificação. Quando J. K. Rowling utilizou o pseudônimo de Robert Galbraith, ela tinha como objetivo – conforme declarações da “mãe” de Harry Potter – sentir-se livre novamente como escritora, sem julgamentos, avaliações, cobranças e outras consequências que inevitavelmente surgiriam, afinal de contas, dela sempre se esperam grandes sucessos. Um fracasso literário e comercial mancharia sua obra tão popular, especialmente entre o público jovem (entenderam, fãs?). Mas não pense você que em nossa literatura não existem escritores que utilizaram o fenômeno da pseudonímia. Existe sim, e são casos muito interessantes!

Um dos casos mais famosos envolve o escritor, jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues. Nelson era (e é até hoje) tido por muitos como machista e misógino: figura polêmica, escrevia de um jeito ácido e investigava a essência da própria natureza do homem (às vezes, vil), oferecendo para o leitor um panorama sobre a sociedade brasileira. Mas Nelson queria sentir-se livre, tal qual J. K. Rowling, por isso criou o pseudônimo Suzana Flag, “escritora” que publicou folhetins nos jornais brasileiros entre os anos 1944 e 1948. Muito diferente de seu ortônimo, Suzana criava personagens dignos de filmes de amor, como mocinhas inocentes, mocinhos salvadores e vilões cruéis. Quem poderia imaginar que um escritor tão realista se interessaria pelo universo do melodrama? Nem precisamos dizer que a experiência rodriguiana foi bem-sucedida (ao contrário do que aconteceu com a sua colega britânica), não é mesmo?

Para colocarmos um ponto final no assunto, fiquemos com a definição feita por Fernando Pessoa em seu artigo Tábua Bibliográfica, publicado na revista Presença, a mais longeva publicação literária de Portugal:

"A obra pseudônima é do autor em sua pessoa, salvo no nome que assina; a heterônima é do autor fora da sua pessoa; é duma individualidade completa fabricada por ele, como seriam os dizeres de qualquer personagem de qualquer drama seu". (Fernando Pessoa, revista Presença, nº 17. Coimbra: Dez. 1928). (origem: UOL)



Poema do Menino Jesus

Alberto Caeiro


Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?




segunda-feira, 25 de junho de 2018

Coletânea CHOVE CÃES E GATOS - Ofício das Palavras




Nossa querida amiga May convida para participação na coletânea de contos que ela está organizando: CHOVE CÃES E GATOS

Cada autor poderá participar enviando um texto de (no máximo) 5600 caracteres. Fonte Times News Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5, margem 2cm.

Revisão de textos garantida pela May, e todo capricho das publicações.

Valor: R$450,00 por pessoa.Pagamento poderá ser realizado em 3 parcelas. 

Encerramento: 19 de julho de 2018.

E-mail para envio do material: contato@oficiodaspalavras.com.br 








ANA CATARINA SANT'ANNA MAUES: NEM TE CONTO FIZ 21 CONTOS E +21.





Ana Catarina é daquelas assíduas escritoras, que não perde nenhuma oportunidade de criar histórias.

Quando começou, de imediato mostrou que sabia o que queria, e que tinha muito talento para mostrar.

Sedenta por mostrar suas histórias, todas ótimas narrativas, ela começou publicando seus primeiros 21 contos, era ano de 2016. Tudo ainda parecia verde para ela, mas estava bem maduro para o olhar dos leitores: NEM TE CONTO, FIZ 21 CONTOS teve festivo lançamento em sala de aula do ICAL juntamente com as eufóricas amigas de criação.

O livro saiu pela Editora Oficio das Palavras da nossa queria amiga May Parreira.

Poucos meses depois, quando já tínhamos entrado em 2017,   ela já se viu às voltas com outros bons contos, a euforia de publica-los impulsionou-a, então ela alinhavou-os e  partiu para sua segunda publicação.  O livro +21, também foi motivo de muita alegria, e festividade na sala do ICAL, juntamente com as colegas.

A próxima publica já tem data de lançamento 23 de agosto de 2018. Na sala do ICAL. Não faltem.

O título? 
Ainda manteremos em segredo.

Deveremos esperar para saber mais no dia 23 de agosto.

Para Ana Catarina desejamos sucesso. Que  continue altamente motivada a criar e publicar. Nossos olhos agradecem...












segunda-feira, 18 de junho de 2018

MARATONA LITERÁRIA NA PRÓXIMA AULA - 21 / 06/2018


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Maratona literária?!

É um Brainstorming.

Brainstorming: expressão inglesa formada pela junção das palavras "brain", que significa cérebro, intelecto e "storm", que significa tempestade.

É uma técnica prática para dinamizar a criatividade, para provocar uma tempestade de ideias.

O nosso  Brainstorming será composto de uma serie contínua de exercícios literários, todos cronometrados.

Quando ouvir STOP pare de escrever.


Para que você consiga pontuar nessa maratona, recomendo que estude o conteúdo abaixo:


1. Figuras de Linguagem de um modo geral, em especial: 

Metáfora
Catacrese
Antítese
Anáfora
Anacoluto

2. Descrição Conotativa

3. Polinômio Criativo.


Se você chegar depois de ter iniciado, será impossível voltar ao início para você acompanhar. 

Traga papel e caneta

Boa sorte

sexta-feira, 1 de junho de 2018

CONCURSOS LITERÁRIOS 2018 - JÁ NESTA SEMANA DE JUNHO


Inscrições gratuitas.
De 05 de março a 05 de junho de 2018.



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Prêmio Poesia Agora - Inverno

de 11 de março de 2018 até 10 de junho de 2018


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Conto Brasil - Minicontos

de 11 de março de 2018 até 10 de junho de 2018




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cartaz18


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XVIII CONCURSO NACIONAL POEART DE LITERATURA

ATÉ 15 DE JUNHO DE 2018

http://culturaalternativa.com.br/xviii-concurso-nacional-poeart-de-literatura-2018/


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Inscrições: de 16 de fevereiro a 25 de Junho.



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Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2018

projetos podem ser inscritos até o dia 1 de julhohttp://www.cultura.mg.gov.br/component/gmg/story/4871-inscricoes-para-o-premio-governo-de-minas-gerais-de-literatura-2018-estao-abertas
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Prêmio Paraná de Literatura
18 de maio a 12 de julho de 2018http://www.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=105
***************************************************************DE 14 DE MAIO ATÉ 20 DE JULHO DE 2018http://www.iamspe.sp.gov.br/concurso-literario/
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

SEGREDOS TÊM PERNA CURTA - Hirtis Lazarin


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SEGREDOS TÊM PERNA CURTA
Hirtis Lazarin

Renata era a irmã mais nova de mamãe.  Dez anos de diferença.  Foi sem querer, sem planejamento dos meus avós.

Apressadinha, nasceu antes do tempo.  Uma luta até deixar o hospital.  Vingou forte e saudável.

Cresceu mimada e cheia de caprichos, como se a vida fosse extraída de romances hollywoodianos.

Desesperou-se quando soube que o príncipe desencantou e que no mundo há meia dúzia de castelos para turistas.  E que os homens não são heróis e nem usam capa e espada.

Sou uma adolescente observadora, curiosa e persistente.  Uma detetive improvisada.

Alguma coisa no comportamento da Renata me incomodava.

Um quê estranho no olhar, um desconforto quando papai e mamãe se acarinhavam.  Sua risada não era autêntica.   Não era um riso aberto, escancarado.  Era amargo e amarelo.  Escondia uma insatisfação constante. Suas palavras, muitas vezes, soavam falsas. 

Não queria saber de namorado e todos os rapazes eram cheios de defeitos.
  Muito estranho. Uma jovem de dezoito anos, com todos os hormônios em ebulição, não sentir atração pelo sexo oposto.  Faltava-lhe autenticidade.

Muitas vezes, trancava-se no quarto horas a fio.  Meu ouvido coladinho à porta ouvia soluços, palavrões, pensamentos entrecortados pensados em voz alta e até murros em móveis.

Que segredos seriam esses?

Minha curiosidade só crescia... Eu precisava explorar aquele universo enigmático.

Finalmente meu dia chegou.  Era um feriado prolongado.  Renata viajou com amigos e eu invadi o quarto secreto.  Pé ante pé...

Fucei todos os cantos, levantei lençóis, colchas e cobertores, abri armários e revistei roupa por roupa, remexi gavetas com cuidado pra não alterar a ordem dos objetos, virei malas e bolsas ao avesso, até caixinhas de bijuterias não escaparam.  E eu não encontrava nada. 

Desconsolada,  já desistindo, não sei por quê, pensei no casaco pesado próprio pra neve. Eu já havia examinado todos seus bolsos.  Seria uma intuição?

Retirei-o bruscamente do armário e não é que o bolso grande guardava uma caixinha... Uma caixinha decorada com coraçõezinhos pink, envolta e presa por fita de cetim.

Acomodei-me na cama, respirei fundo pra controlar a ansiedade e acalmar meu coração disparado pra quebrar.

Ou ali estavam guardados os segredos de tia Renata ou, então, seria o fim de uma busca malsucedida.

Abri com cuidado.  Dentro, uma simples caderneta. Folheando rápido, sem atentar ao conteúdo, havia muitas anotações e algumas fotos em tamanho reduzido.

Comecei a ler. Já na primeira página, quase enfartei. Continuei com a leitura. A cada página, uma decepção maior que a anterior.  

Sentia raiva, muita raiva.  Renata era louca ou estava ficando?

Chorei, gritei, esperneei, soltei todos os palavrões que mantive aprisionados.

Ao término, meu primeiro impulso era pra rasgar a caderneta em mil pedacinhos e queimar.

"Não posso.  São minhas provas".

As dúvidas eram tantas!  Mostrar à mamãe?  Guardar segredo?  Falar com a Renata? Eu não estava em condições de decidir...

Sabem as fotos?  As fotos eram do Vitor. E até um acróstico ela fez para o Vitor!

"Vivo perdida em você
Isso me enlouquece, me tortura
Tanta dor, sofrimento, por quê?
O seu corpo, a sua boca, uma pintura
Rendo-me, entrego-me
   Sou toda sua."

Eu estava arrasada, indignada.

Vitor é o meu pai.

PRISÃO DA MORTE - Henrique Schnaider



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PRISÃO DA MORTE
Henrique Schnaider


A prisão de San Quentin é de segurança máxima, apesar disso, vários presos conseguiram empreender fuga dali com sucesso.

Sempre vigiados por vinte e quatro horas, engenhosos, conseguem ludibriar as autoridades, comunicam-se entre si, passam objetos uns aos outros, provocam rebeliões sanguinárias, fugas espetaculares.

Apesar do ambiente péssimo, os presidiários fazem de tudo para tornar as coisas mais amenas, procuram se manter alegres, enfeitam as celas, afastando o pesadelo de uma morte triste.

Rui depois de cinco anos, preso por assalto seguido de morte, tinha uma ideia fixa, fugir dali para sempre, tendo certeza que nunca encararia  a hora fatal da execução.

O rapaz pensava, como vou aproveitar cada minuto, quando estiver livre, farei tudo aquilo que não fiz antes de cair em desgraça.

Estudou minuciosamente, cada detalhe dos costumes dos guardas, de todo o sistema de segurança e de vigilância da prisão, concluindo que a madrugada era o melhor horário para realizar o plano de fuga.

Sem pressa, fabricou uma chave falsa, porem não conseguia abrir a cela, falhou no seu intento, tornando a fuga inviável.

Imaginou outro meio de obter sucesso na empreitada, conseguiu fazer uma lima com restos de coisas escondidas, pois tinha todo tempo do mundo para ir juntando.

Aos poucos conseguiu romper a trava da cela. Finalmente em uma madrugada gelada, escapou, morrendo de medo do fracasso.

Saiu se esgueirando, aproveitando a escuridão, pensando, desta vez vou conseguir.

Tudo estava dando certo, ansioso suava frio, será que fracassarei, espero que não, sou inteligente, mais esperto do que eles, vou rir muito, por conseguir ludibria-los.

Rui conseguiu chegar aos muros da prisão, silencio tumular em volta, já enxergava o mundo delicioso da liberdade.

Começou a escalar o obstáculo, com uma certa facilidade, um salto, sentia-se com asas ao pular para o lado de fora do presidio.

De repente, luzes, guardas por todos os lados, incitando seus mastins ferozes para cima do indigitado rapaz, que viu seus mais dourados sonhos desfeitos, fracasso era a única coisa, que Rui conseguia pensar, só de imaginar voltando para a cela, preferia morrer ali mesmo.

Poucos meses depois, findaram todos os recursos. Chegado o dia fatal da execução, Rui fez a ultima refeição, preparando-se para morrer.

Levaram o jovem para a sala do horror, colocaram as amarras nos braços, pernas, pescoço e cabeça, o guarda foi ligar a cadeira elétrica.

Um grito veio de fora, suspendam tudo, pois atendendo a um último pedido do advogado, o Presidente do País, resolveu conceder o perdão da pena de morte, transformando em prisão perpétua, Rui estava salvo, não morreria, mas amargaria a prisão para o resto da vida.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

DOR EXISTENCIAL - ILKA ANDRADE



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DOR EXISTENCIAL
ILKA ANDRADE

Jouse acordou e tomando suco verde.
Enquanto isso pensava: 
Dor de cabeça vem da cabeça.!
Dor das costas vem das costas!
Dor do estômago vem do estômago!
E a dor existencial vem de onde?

Vem das nossas fraturas emocionais, tristeza, angústia, vazio. Esta dor nenhum plano de saúde cobre. Mesmo sendo possível encontrar seu foco não é fácil a cura. Conhecemos outras pessoas e sofrem por pensamentos imaginários. Essa dor não vem da escolha, mas do destino. Talvez, de uma proposta negada, um beijo recusado, um convite a desistência.

           Jouse passa sentir o sabor da angústia abandonada pelo seu grande amor. Brota então um choro sentido vindo da zona mais secreta. Na despedida ele dirigiu palavras brancas e frias, mas grato pelo amor recebido. Só que acabou de acabar, não adianta mais.... Não temos nada a perder ou a ganhar...

O tempo e as lágrimas corriam. Era um amor que colecionava mais brigas do que beijos, mais discussões do que declarações, mais rendições do que entrega. Um amor sem parceria.

       A vida joga os dados, distribui as cartas, gira a roleta, e a nos cabe apenas continuar apostando. 

Jouse engoliu o choro amargo dizendo: Vou apostar em um novo amor, doce e brando...



Encontro misterioso - Alberto Landi

  Encontro misterioso Alberto Landi A nave da Catedral de Chartres era ampla e alta; colunas robustas sustentavam os arcos que pareciam subi...