São Paulo, 15 de setembro de 2026
Wilma querida
Depois de anos seguidos, voltei à cidade onde nascemos, crescemos e estudamos até o terceiro colegial. Nem faculdade tínhamos lá.
Preciso contar-lhe as "fofocagens". Tem coisa melhor que isso?
Lembra-se da "Lorducha"? Aquela que roubava lanche da turma toda? Bastava só o"distraimento" de um dos nossos que o seu lanche desaparecia que nem nave espacial. Dizem que chegou aos cem quilos. Fez cirurgia no estômago e você nem pode imaginar como ficou: "empalitou" de vez. Perdeu cinquenta por cento de gordura. Tão "pelancuda" ficou, que mais parece uma peça de roupa pendurada desplicitamente num cabide menor do que deveria ser, "despelancando" pra todos os lados. Coitadela!
Aquele casal de velhinhos "carinhopáticos" que morava no final da nossa rua? Lembra-se do primeiro “Qsuco” de morango que tomamos na vida? Foram eles que nos deram… A casa bem velhinha continua lá, vazia. As crianças "maluquetes" têm medo. Dizem que ouvem sons "urubuzando" ao redor da casa e vêem sombras "bruxulantes".
O tio Juca, dono da vendinha onde comprávamos doces, já está bem velhinho e "piraducando". Tadinho! Já completou oitenta anos.
Joana "espetaculosa", a mais faladeira da turma, "aviãojou" pra Europa, conheceu um "Pierrico" e leva vida de "damascarada".
Therezinha, a mais bela e desejada da turma, toda "esnobenta"conheceu um "empresaplítico" cheio do dinheiro, dinheiro graúdo, dono de um transatlântico. As línguas "compridinveja" dizem que eles "Transatlanticaram" tanto... e "gastorraram" tanto... que a grana foi pro brejo. "Periquitaram-se" da cidade. Parece que hoje vivem num vilarejo longe daqui. Therezinha dá aulas numa escolinha na roça e o marido virou vendedor de qualquer coisa, o que aparecer. Eta vida "humildita".
Pra você desejo muita "felicissude" e vida longa. E pra todos, muita "amorância.
Saudades mil...
Abraço
Proposta: escrever uma carta esquisita a uma amiga íntima,
usando palavras inventadas
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