UM DIA DIFERENTE!
Dinah Ribeiro de Amorim
O dia hoje amanhece
diferente, para Lana.
Sente-se ais alerta, seus
sentidos restantes, mais atentos.
Escuta com maior intensidade
as combinações de sua mãe com a tia Irma.
Irão levá-la à praia, para conhecer
o mar.
Escutou tantas vezes esse
planejamento que até se esqueceu do medo que isso poderá lhe causar.
Sabe que é feito de água
salgada, de tamanho imenso, produz movimentos ou ondulações que poderão
derrubá-la e, as crianças, amam brincar nele.
É chegada a hora.
O passeio é feito. Irá
conhecê-lo ou senti-lo, pela primeira vez.
Colocam-na sentada na água,
com areia em baixo, chamada rasinho.
Sente-se gelada, água fria.
Se não se firmar bem no
assento, essa água a empurra, tem ondulações, movimentos que vão e vem.
Pede a mãe para ficar junto,
certo medo desse vaivém a assusta.
De repente, uma espuma mais
alta, mais rápida, bate-lhe no rosto e quebra, voltando-se rápida.
Parece querer brincar. Ouve
risadas de crianças ao lado e percebe que não querem lhe fazer mal, só brincar
e fazer rir.
Sente o rosto todo molhado
de água salgada!
Que experiência diferente!
Conhecer o mar pela primeira vez, tão comentado e lido nos seus volumes
especiais.
Precisa descrever suas
experiências sobre isso.
Lana, cega de nascença,
conhece o mar pela primeira vez.
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