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quarta-feira, 8 de abril de 2026

ACHADO NO BRECHÓ - Henrique Schnaider

 






ACHADO NO BRECHÓ
Henrique Schnaider


Rui era uma pessoa tranquila e, por isso, levava uma vida típica de uma família de classe média. Tinha a companhia da esposa, Natalia, e ambos aproveitavam essa tranquilidade: saíam sempre para desfrutar de todas as oportunidades que a cidade de São Paulo oferecia.

Enquanto Natalia ia diariamente ao clube social do qual eram sócios, para aulas com professores de educação física, Rui, já aposentado, tinha todo o tempo disponível e, como tinha certa preguiça de acompanhar a esposa ao clube, saía logo cedo para uma longa caminhada, aproveitando para, no caminho, procurar novidades.

Durante o percurso, ia parando nas lojas, principalmente naquelas do tipo brechó, pois Rui gostava de colecionar documentos antigos. Assim, parava nas lojas que tinham esse tipo de coisa, que ele apreciava, apesar das queixas da esposa sobre a “bagunça” que acabava deixando em casa, já que sua coleção parecia não ter fim.

O dono do brechó já conhecia esse hábito de Rui e sempre telefonava para ele, pedindo que viesse à loja para ver as novidades que poderia adquirir.

Rui começou a olhar detalhadamente tudo o que havia na loja, coisas novas que ainda não tinha visto. O nosso herói se deliciava com tudo o que estava diante dele. Havia inúmeros documentos antigos, verdadeiros tesouros à espera de serem explorados.

De repente, arregalou os olhos ao ver uma caixa toda trabalhada, com detalhes dourados, pela qual se encantou imediatamente. O senhor Viriato, porém, olhou sorridente para Rui e lhe disse, marotamente, que ele só poderia ver o que aquela caixa escondia se lhe pagasse antecipadamente a quantia de dois mil reais.

Rui ficou numa dúvida atroz: pagar aquela quantia, sem saber o que havia dentro, parecia um risco enorme. E se não houvesse nada de especial e ele gastasse seu dinheiro à toa, como num jogo de cassino?

Mas a curiosidade de Rui era tão grande que chegava a lhe dar comichão. Ele não resistiu e fez sua proposta:

— Pago mil e quinhentos reais.

E aguardou, ansioso, a resposta do proprietário da loja.

O senhor Viriato fez cara de quem pensava seriamente na proposta e passou uns cinco minutos criando um suspense enorme. Finalmente, disse ao cliente ansioso que fechariam o negócio por mil e oitocentos reais.

Rui não resistiu e aceitou a compra da caixa. Entregou o cartão de crédito ao senhor Viriato, pagou pela peça e, explodindo de emoção, apoderou-se do tesouro conquistado, como se fosse o maior achado de sua vida.

Não perdeu tempo. Abriu a desejada caixa, curioso para ver o que havia dentro e se tinha valido a pena gastar tanto dinheiro para satisfazer seu desejo.

Dentro havia, já embolorado pelo tempo, um documento escrito à mão, que devia ter muitos anos. Rui, emocionado, começou a ler o que estava escrito naquele documento histórico.

Entrou em estado de choque ao perceber que o documento dava detalhes de um verdadeiro tesouro enterrado. Descrevia uma grande fortuna: dinheiro antigo, joias e barras de ouro.

Qual não foi a surpresa de Rui ao ver que o documento estava assinado por seu avô. Nele, o avô explicava onde o tesouro estava enterrado e, para espanto ainda maior, o local era o quintal da casa onde Rui morava, imóvel que havia herdado justamente dele.

Rui voltou para casa e, como o avô havia descrito com precisão o lugar onde enterrara a caixa com toda aquela fortuna, não foi difícil encontrá-la.

Com certeza, depois desse acontecimento, a vida do nosso herói mudou completamente. Rui aproveitou toda aquela fortuna para viver, ao lado da esposa, uma vida repleta de alegrias.

 

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