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quarta-feira, 1 de abril de 2026

A TEMPESTADE - Adelaide Dittmers

 



 

 

A TEMPESTADE 

Adelaide Dittmers

 

Ondas imensas se jogavam nos rochedos da costa.  A tempestade desabou, empurrada por fortes ventos. O pequeno e indefeso barco de pescadores tentava se equilibrar no sobe-desce das vagas violentas. Os homens agarraram-se a um mastro. Os rostos contraídos espelharam o pavor de serem engolidos pelas águas revoltosas da tormenta. Um deles levantou o olhar para o céu escuro e uma prece  trêmula de medo foi sendo levada pelos ventos suaves da fé.

Um raio riscou o firmamento com seu poder devastador. Os pobres pescadores estremeceram.  A voz poderosa do trovão soou ameaçadora. Os homens se entreolharam. O que seria de suas famílias? Será que seriam engolidos pela fúria das águas? Ajoelharam-se abraçados ao mastro para não serem jogados à escuridão daquele mar embravecido.

Quando estavam se conformando de que a trajetória pela vida estava terminando. Os ventos foram calando e o mar foi se aquietando devagar. Os valentes pescadores soltaram o mastro e abraçaram-se. Mais uma vez conseguiram vencer e sobreviver à fúria desse grande gigante da natureza.

O azul do céu foi suavemente vencendo a escuridão. As nuvens foram se afastando e um sol tímido iluminou as águas cansadas de lutar contra a força da tormenta.

O frágil barco começou a se movimentar com muito cuidado para não bater em alguma rocha submersa.

Vencera novamente o gigante, que agora se abrandava para percorrer seu eterno caminho pelos quatro cantos do mundo.



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