O
JOVEM ALTAIR
HENRIQUE
SCHNAIDER
O
jovem Altair sempre foi diferente dos seus colegas, geralmente não brincava
aquelas brincadeiras infantis que toda criança adora, seus interesses eram
outros, era tremendamente curioso e ia atrás de coisas diferentes e
misteriosas.
Ao
que tudo indica, puxou a personalidade de seu pai, que também era dado a
investigações de mistério. Tal pai, tal filho, o fruto nunca cai longe do pé.
O
quarto de Altair era cheio de coisas que impressionavam: bonecos com aparência
um tanto estranha e, na verdade, só o menino entendia o significado daqueles
bonecos um tanto quanto sombrios e assustadores. Havia também certos bichos que
Altair caçava e mumificava. Os bichinhos pareciam ter vida.
A
mãe dele reclamava muito da bagunça que sempre estava naquele quarto. Mal podia
ela entrar naquele circo de horrores, e às vezes ralhava com ele para ver se as
coisas melhoravam, mas em vão, não conseguia sucesso na tentativa de mudar as
coisas no quarto do filho.
Todo
santo e sagrado dia, lá ia Altair fazer uma caça às bruxas com a finalidade de
levar algo novo para seu circo de horrores.
Determinado
dia, sedento de novidades, entrou mata adentro que existia ao lado de sua casa.
A mata era bem cerrada, mas o menino era corajoso e ia em frente com o coração
batendo aos pulos, não por medo, mas sim na emoção do que iria achar para seu
zoológico uma ou duas ou mais coisas interessantes para pegar e levar.
Em
determinado ponto da procura, Altair, para estático praticamente emocionado,
havia avistado um bicho, completamente diferente dos tantos que já pegara.
Tinha um corpo estranho, um olho só, tinha o tamanho de um coelho pequeno,
andava só com três patinhas e era muito peludo. A sua aparência assustava um
pouco, mas o menino não desistiu e, com um puçá, pegou o bicho que não se
debateu muito.
Altair
se deu por satisfeito com seu achado e resolveu voltar para casa, já que, com
sua descoberta, ficou satisfeito por esse dia.
Voltou
para casa e, como todo menino sapeca, tentou esconder da mãe o que estava
trazendo. Arrumou uma gaiolinha e colocou o bicho dentro, que estava imóvel,
parecendo sem vida. Altair ficou ali a observar a criatura por muito tempo.
Depois
saiu para a cozinha da casa atraído pelo aroma muito gostoso da comida que sua
mãe estava fazendo. Ele adorava tudo o que a mãe fazia, já que ela era
excelente cozinheira de doces e salgados.
Almoçou
e, no final, “lambeu os beiços” e saiu para o quintal da casa de seus pais, que
era muito grande, cheio de árvores com frutas e lindas flores. Assim o dia
passou para Altair, alegre e satisfeito.
A
noite se recolheu cedo para o seu quarto, para observar os seres estranhos que
lá existiam. E mais curioso ainda com a novidade que era o bichinho que pegou
naquele dia, quando de repente parou estático e se arrepiou todo, pois a
gaiolinha estava com a porta aberta e o bicho saiu e o menino ficou todo
arrepiado. O que aconteceu? Onde ele
está? Começou a procurar, amedrontado, tentando achar o danadinho do bichinho.
Com
o corpo trêmulo, começou a procurar onde estava o fujão. De repente, sai
debaixo da cama o procurado. Todo se balançando, inclusive o pequeno rabinho,
chegou próximo de Altair, lambendo suas pernas num gesto de carinho.
Altair
se emocionou com a atitude do animalzinho, que o pegou no colo e o acarinhou,
logo lhe deu o nome de Peludo. Essa amizade cresceu e onde Altair estava, lá
estava o Peludo ao dele pedindo colo. Os pais, a princípio, ficaram incomodados
com aquela situação, mas com o tempo aceitaram e até passaram a gostar do
Peludo, que se tornou um membro da família.
E
assim viveram felizes por muito tempo Altair, Peludo e seus pais.
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