Medo de quê?
Elidamares
Bianchi Rosa
Felipe
era um garoto destemido, adorava ler histórias de mistério e desvendar
charadas. Gostava de conhecer lugares e coisas novas. Sempre com a curiosidade
aguçada, perguntava muito e investigava tudo. Dizia sempre que queria ser
detetive ou policial investigador.
Certa
vez, pelo seu aniversário, os pais resolveram alugar uma casa num sítio, onde
passariam o fim de semana com a família e amigos.
Logo
que chegaram, no entardecer da sexta-feira, Felipe correu a levar a mochila
para o quarto em que dormiria com seus primos. Saíram no mesmo instante para conhecer o mato ao
redor. Tudo era novidade: o latido dos cães, os cantos dos pássaros, os sons, o
silêncio, as cores do anoitecer. Tudo lindo e misterioso, mas ele ainda não
sabia que o mistério maior iria acontecer no seu quarto.
Depois
dos lanches e das conversas da noite, todos se prepararam para o merecido
descanso. Luzes apagadas, a casa mergulhou no silêncio da noite no campo.
O
quarto dos meninos tinha duas beliches e Felipe logo escolheu dormir no alto.
Os gêmeos ficaram com a outra beliche. Empolgado, Felipe não conseguiu dormir
logo e, acordado, começou a ouvir o ressonar dos primos que já tinham
adormecido… De olhos abertos, olhava para a escuridão.
De
repente, uma luz brilhante aparece
pertinho da sua cama. O seu coração
disparou. O que seria aquilo? Há pouco tempo, havia lido sobre fogo-fátuo.
Seria ali um local de decomposição de ossos? Esfregou os olhos, fechou e abriu
novamente, a luz havia desaparecido. Virou para o lado para dormir e avistou a
luz em outro lugar. Ficou olhando fixamente, a luz sumiu, para em seguida
surgir perto da janela. Assim foi se sucedendo. Cada instante a luz estava em
um lugar e agora eram mais de uma, que agiam como pisca-pisca.
O
garoto estava confuso, não sentia medo, mas
se perguntava: por que não
trouxera a sua lanterna, para desvendar o mistério? Não queria acordar os primos, nem chamar os pais, afinal já
estava completando doze anos, precisava
ser corajoso e profissional. E assim ficou: ora fechava os olhos, ora abria,
ora cobria a cabeça com o lençol, ora descobria e procurava a luz, que se
alternava no brilho e nos lugares, até que o sono o venceu.
Na
manhã seguinte, começou a investigar no quarto o que poderia ser o mistério da
noite. A mãe curiosa perguntou o que ele estava procurando e riu ao saber.
Ajudou-o a procurar e, em um canto do quarto, acharam um vaga-lume caído, os outros deviam ter conseguido sair.
O mistério estava desvendado e vieram
boas risadas.
Felipe,
enfim, juntou aos seus conhecimentos de investigador uma nova luz.
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