quinta-feira, 9 de março de 2017

A MULHER DO CARROCEIRO - Ricardo Augusto


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A MULHER DO CARROCEIRO
Ricardo Augusto


O carroceiro escolheu essa profissão por conseqüência da vida; família numerosa, vivendo do pouco que a roça lhes rendia.

 Pai, mãe, três irmãos maiores e duas outras caçulas.

É certo que viviam em harmonia, mas, era duro manter tantas bocas, remédios, roupas e o trabalho do campo sempre sujeito às maluquices do tempo.

A mulher trabalhava duro na casa, lavava a roupa de todos, fazia a comida, e ainda, cuidava de uma horta nos fundos da casa.

O carroceiro fazia carretos para os moradores da região e  não se queixava do trabalho, senão pelo valor que os muquiranas queriam pagar pelos serviços pesados.

Ficava enfurecido e quase nunca mantinha uma relação amorosa com a esposa que se sentia traída.

“Teria ele encontrado alguma rapariga nessas andanças pela redondeza.”
Carroceiro trabalhador, parecia mais um burro de carroça que aquele bom provedor de uma grande família.

 O tempo sempre mostra a verdade, tanto que depois de morto, todos foram homenagear aquele homem, mais conhecido como o marido da megera, agora sozinha, com a filharada para cuidar.
 



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